Correção Cirúrgica da Cifose na Espondilite Anquilosante

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Correção Cirurgica Cifose Foto: Revista Brasileira de OrtopediaQual a importância da cirurgia na abordagem da espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é a espondilartropatia que requer a atenção mais freqüente do cirurgião da coluna vertebral, devido à deformidade da coluna vertebral que os pacientes desenvolvem e também à predisposição que eles apresentam para a ocorrência de fraturas da coluna vertebral, mesmo após traumas leves.

Para correção da cifose, a cirurgia é feita em que parte da coluna?

A cifose, vulgarmente conhecida como uma “corcunda”, é definida como um aumento anormal da concavidade anterior da coluna vertebral, sendo as causas mais importantes dessa deformidade, a má postura e o condicionamento físico insuficiente. Doenças como espondilite anquilosante e a osteoporose senil também ocasionam esse tipo de deformidade nos adultos.

A cifose da coluna pode ser corrigida por meio de osteotomias lordotizantes da coluna vertebral, cuja localização preferencial é ao nível da coluna lombar, ainda que a deformidade primária esteja localizada ao nível da coluna torácica ou cervical. A correção à distância da deformidade apresenta maior efeito corretivo sobre a coluna e menor risco de lesão neurológica, além de não sofrer a influência da rigidez das estruturas estabilizadoras, como ocorre no segmento torácico.

Como é feita a cirurgia?

A correção da deformidade pode ser realizada por meio de osteotomias mono ou multissegmentares. Nas osteotomias multissegmentares a deformidade é corrigida de modo mais uniforme, pode ser obtido maior grau de correção e evita-se a realização de uma grande cunha, que teria as desvantagens relacionadas à instabilidade e à consolidação da osteotomia. Embora existam na literatura escassos relatos de osteotomia multissegmentar para a correção da cifose na espondilite anquilosante, há profissionais que empregam a técnica em seus pacientes.

Quais pacientes são candidatos à cirurgia?

A indicação da osteotomia está diretamente relacionada à descompensação da deformidade cifótica, que é definida como a perda da capacidade de visão horizontal com os joelhos e quadris estendidos, de modo que o paciente consegue visualizar somente o solo. Cifose toracolombar maior que 70º, cifose total maior que 55º e cifose lombar maior que 15º são também consideradas como indicações de cirurgia.

Quantos ossos precisam ser modificados na cirurgia?

O número de osteotomias depende da gravidade da deformidade e parafusos são colocados dois segmentos acima e abaixo da área da osteotomia, com a finalidade de diminuir a força aplicada nos parafusos dos extremos.

Como fica a cicatriz da cirurgia?

A coluna vertebral é abordada por meio de incisão longitudinal posterior, realizando-se a exposição das vértebras desde o tórax até o sacro. A colocação do enxerto ósseo, oriundo do próprio osso removido para a realização das osteotomias, é a etapa final do procedimento.

Como é a recuperação após a cirurgia?

No período pós-operatório o paciente utiliza colete gessado durante seis meses e colete removível durante seis meses após a retirada do gesso.

Quais os riscos da cirurgia?

Esse procedimento cirúrgico deve ser considerado de alto risco, pois os pacientes portadores dessa patologia geralmente apresentam alterações sistêmicas associadas à deformidade vertebral, embora não seja procedimento de difícil realização, pois é corrigida somente em um plano. Os riscos neurológicos, vasculares e os problemas relacionados à instabilidade, que podem ocorrer com a osteotomia monossegmentar, são minimizados pela osteotomia multissegmentar associada à fixação.

Fonte: Multi-segmental osteotomy for the treatment of kyphosis in ankylosing spondylitis

Helton L.A. Defino e Andrés E.R. Fuentes

Fonte: Boa Saúde

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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