Cuidados necessarios aos alunos com osteoporose

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“Pratico Pilates e fui diagnosticada com osteoporose. E agora? Continuo frequentando normalmente as aulas, não sinto dores e sou capaz de realizar todos os movimentos que o professor solicita sem dificuldades. O médico, além de dar o diagnóstico, solicitou que eu continue praticando exercícios físicos para fortalecer os ossos. Como sou fisicamente ativa e não tenho dores, nada muda, certo?”

Errado! A osteoporose é uma doença silenciosa, não causa dores e pode ser fatal!

A conduta mais adequada do professor é alertar sobre a gravidade do diagnóstico e conversar sobre a necessidade de modificar alguns exercícios para que o aluno possa ser atendido com segurança e continue praticando o método sem riscos. As aulas de Pilates também precisam ser estruturadas com foco na manutenção e aprimoramento da postura. A má postura corporal pode levar ao desequilíbrio, que por sua vez pode levar a quedas e com isso fraturas ósseas.

Quando nos exercitamos, os músculos tracionam os ossos ajudando na manutenção da densidade óssea, um programa específico de aumento de força muscular, melhora do equilíbrio e alinhamento postural, evitando padrões de movimentos inadequados torna-se indispensável para combater os riscos da osteoporose e também são essenciais para reduzir as quedas que levam a fraturas.

Além de modificar os exercícios, é necessário fazer alterações no ambiente onde a pessoa com osteoporose vive, já que a maioria das quedas que levam a fraturas ocorrem em casa. É essencial reduzir a chance desses acidentes acontecerem com alguns cuidados simples:
· Utilizar bengala caso tenha dificuldade de locomoção;

· Manter os cômodos da casa iluminados, principalmente corredores e escadas, e certificar-se que todos os interruptores podem ser facilmente alcançados;

· Utilizar uma luminária à cabeceira da cama, para sempre acender antes de levantar;

· Sempre acender a luz ao subir ou descer escadas;

· Utilizar sempre um corrimão;

· Marcar o primeiro e o último degrau das escadas com uma fita brilhante;

· Se a pessoa possuir animais de estimação, é preciso prestar atenção para não tropeçar neles;

· Verifique todos os pisos para eliminar as saliências onde possa tropeçar;

· Substituir pisos escorregadios por pisos de borracha ou carpete e evitar superfícies enceradas e pisos molhados;

· Evitar sapatos de salto alto e com solado liso. É preferível usar calçados com sola
de borracha, antiderrapantes e deve-se evitar andar apenas de meias;

· Colocar barras de apoio próximo a cama, ao vaso sanitário e nas paredes junto ao chuveiro e banheira para segurar-se em caso de desequilíbrios;

· Instalar pisos antiderrapantes próximo as pias da cozinha e banheiro e no chão da banheira ou chuveiro;

· O ideal é retirar todos os tapetes da casa e, se forem utilizados, fitas antiderrapantes devem ser bem fixadas no avesso;

· Não deixar objetos espalhados pelo chão;

· A disposição dos móveis deve ser feita de modo que mesas pequenas ou banquetas não se tornem obstáculos;

· Procurar ter sempre um telefone sem fio próximo, para evitar correr para atender chamadas e para auxiliar caso seja necessário pedir ajuda em caso de emergência;

· Fios de televisão e telefone não devem ser deixados expostos no chão, o ideal é que fiquem afastados, próximo das paredes e longe dos locais de circulação.

Vamos conferir agora um vídeo que a Educadora Física Carla Oliva preparou, com exercícios simples para estimular o equilíbrio e prevenir quedas:

Fonte: Revista Pilates

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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