Estudo: o trigo pode ser muito pior do que pensávamos

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Cientistas descobriram outra proteína com efeitos nefastos no organismo, que podem levar a doenças como esclerose múltipla, asma, lúpus ou inflamação de alguns órgãos.

Pessoas com doença celíaca reagem muito mal quando consomem uma proteína de origem vegetal presente em vários cereais, como trigo, cevada, centeio ou aveia (que por si só não contém esta proteína, mas que é muitas vezes contaminada por contato). Sofrem de problemas intestinais, ficam inflamadas e absorvem mal os nutrientes. Esta doença é a conhecida intolerância ao glúten que criou um novo nicho de mercado: os produtos glúten free.

Apesar de terem sido concebidos para servir as pessoas com doença celíaca, a verdade é que a moda do glúten free se disseminou e foram várias as pessoas que decidiram adotar uma dieta isenta desta proteína, apesar de muitos especialistas considerarem que esta medida não é, de todo, necessária para quem não tem problemas com esta proteína. Mas, entretanto, surgiu um outro grupo, que, até então, era pouco levado a sério: pessoas não celíacas, mas, supostamente, sensíveis ao glúten. O verdadeiro problema deste grupo de pessoas (em exponencial crescimento) pode ter sido descoberto.

Na conferência de Gastroenterologia da União Europeia, investigadores revelaram que foi identificado uma nova sensibilidade ao trigo, que não está relacionada com com o glúten e que pode desencadear sintomas de asma, esclerose múltipla, dor crónica, entre outros.

De acordo com o que relata a revista “Mental Floss“, em julho, uma equipa internacional de cientistas descobriu que pessoas que não sofrem de doença celíaca, ficaram doentes depois de terem comido alimentos com trigo: “O revestimento dos intestinos foi danificado, e exames de sangue mostraram níveis mais elevados de inflamação sistemática”, pode ler-se na mesma publicação.

Depois deste caso, e segundo relata a mesma revista, outro grupo de cientistas começou a suspeitar que a causa do problema residia numa outra proteína. Por isso, começaram a analisar um pequeno, mas poderoso, grupo deste nutriente chamado inibidores de amalise-tripsina (ATIs), que “representa cerca de 4% das proteínas de trigo.”

Os mesmos investigadores descobriram que o consumo desta proteína pode causar danos terríveis à saúde, que vão além da inflamação dos intestinos.

“Além de contribuir para o desenvolvimento de condições inflamatórias relacionadas com o intestino, acreditamos que ATIs podem promover a inflamação de outras condições crônicas relacionadas ao sistema imunológico fora do intestino“, diz Detlef Schuppan, um dos investigadores principais do estudo, ao jornal britânico “iNews“. De acordo com a mesma publicação, os gânglios linfáticos, rins, baço e cérebrodos gânglios são as outras partes do corpo que podem ser afetadas, podendo levar a doenças auto-imunes como artrite reumatóide, esclerose múltipla, asma ou lúpus.

De acordo com um investigador da Universidade Johannes Gutenberg, na Alemanha, a reação destas duas proteínas (ATIs e glúten) pode parecer semelhante, mas é, na realidade, diferente para o corpo humano. Explica, citado pela “Mental Floss”, que esta proteína ativa tipos específicos de células imunes no estômago e outros tipos de tecidos, “potenciando o agravamento de sintomas pré-existentes de doença inflamatória.”

Fonte: http://www.nit.pt/article/10-18-2016-estudo-o-trigo-pode-ser-muito-pior-do-que-pensavamos

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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