Hepatite Medicamentosa

0
2433
Na última quinzena do mês de maio/2010, comecei a sentir um desconforto abdominal acompanhado de muitas náuseas, nos exames de rotina, as provas de função hepáticas estavam um pouco elevadas, levei o resultado de exame antes das 09 hs e fui orientada a colher pelo hospital, mesmo sendo de um importante e conceituado laboratório de SP. Colhi os exames novamente e fui levar os resultados, fui liberada para tomar a ciclofosfamida do mês de Maio, que seria a minha 5° infusão, de um ciclo de 06.
Fui ao setor de quimioterapia agendar a infusãoe o hospital estava sem a medicação, quando a medicação chegou, a infusão foiagendada para 03/06/2010. Porém, apesar dos exames de função hepáticas estarem discretamente elevados eu ainda tinha muitas náuseas, o desconforto abdominal era cada vez mais intenso, sem contar as evacuações semi-líquidas e amarelas.
Como eu não tinha consulta marcada, fui pelo convênio e colhi no dia 02/06/2010 novas provas de função hepáticas e o resultado foi absurdamente elevados (TGO – TGP – FA) minha Fosfatase Alcalinachegava a 400 e TGO-TGP passava de 800.
Sintomas da hepatite: febre, calafrios, sensação de fraqueza, náuseas, icterícia, urina escura, fezes claras, dor na parte superior do abdôme.
Compareci no dia 03/06 para receber a medicaçãoe o médico da quimioterapia me disse que eu estava com uma hepatite e se recebesse a medicação iria “Fulminar” durante a infusão. Quando o fígado fulmina, leva à necessidade de transplante de fígado ou até mesmo a morte súbita. Lá vai eu para a porta da salinha dos médicos do ambulatório, dizer que meu fígado estava ruim e que não pude receber a medicação, a conduta foi a retirada de todas as medicações e me encaminharam para o ambulatório da hepatite, lá colhi todos os tipo de sorologias possíveis e até sair os resultados das sorologias,eu fiquei com a pulga atrás da orelha pois podia ser uma hepatite medicamentosa, hepatite lúpica ou até mesmo uma hepatite-auto-imune. E finalmente depois de uns 30 dias, foi confirmado era hepatite medicamentosa e se eu mesma não tivesse monitorando o meu fígado, já estaria morta, pois fui encaminhada para a infusão mesmo com elevação discretas das transaminases (TGO e TGP) e não tinha orientação de colher novos exames antes da infusão, colhi os exames por conta própria e graças a Deus,estou viva.
Só que nenhum médico me disse que o PARACETAMOL é PROIBIDO para quem teve hepatite ou qualquer alteração hepática, como eu não sabia, tomei paracetamol e pensei que fosse morrer de tanta dor no abdome, diarréiae mal estar, ai vim aqui no google e descobri que deveria nunca mais tomar paracetamol.
A hepatite medicamentosa o próprio nome diz “medicamentosa” retirando a medicação que causou a hepatite automaticamente leva ao controle do fígado. Porém, a partir da hepatite medicamentosa se torna um pouco mais dificil tomar remédios. Antiinflamatórios, paracetamol por exemplo, são agressores do fígado e que não consigo tomar, é tomar e ter sintomas da hepatite. Por isso, agora antiinflamatórios somente tópicos nada de comprimidos.
O tratamento da hepatite medicamentosa pode ser feito com uso de corticóide.

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

COMPARTILHE
Artigo anteriorAtraso, falta na entrega de medicamentos essenciais e expecionais
Próximo artigoE vai começar tudo de novo...

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

SEM COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta