Importância do apoio psicológico para o paciente lúpico

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Dra. Juliana D. Camargo Psicóloga Clínica e Musicoterapeuta

A saúde do paciente precisa ser tratada de maneira holística: corpo e mente

Viver em harmonia, mesmo diante de tantas dificuldades impostas pelas doenças autoimunes, foi um dos destaques da terceira palestra do III Seminário sobre Lúpus. A musicoterapeuta e psicóloga clínica, Juliana D. Carvalho, falou sobre A importância do apoio psicológico ao paciente com lúpus.

Juliana ressaltou que a saúde deve ser vista de forma holística. “A saúde física reflete na saúde espiritual, o que reflete na vida imunológica. Quando algo está descompensado precisamos pedir ajuda”, afirmou.

A psicóloga convidou os participantes a fecharem seus olhos e participarem do exercício chamado “Técnica de atenção plena”, que consiste em focar o pensamento na respiração, de forma calma e tranquila e se desprender de tudo que é negativo, como medo e a tristeza. Dessa maneira é possível tirar o foco do problema de saúde, vislumbrar a possibilidade ter uma vida saudável, com qualidade de vida, mesmo no convívio com o lúpus.

“Muitos pacientes ao descobrirem a doença ficam em depressão, descompensados emocionalmente e é nessa hora que a psicoterapia faz toda a diferença. É preciso lembrar que o ser humano tem uma grande capacidade de recuperação”, destacou a especialista.

Para a musicoterapeuta, aceitar os problemas não é algo pacífico. “A forma com que lidamos com o tratamento nos permite perceber como lidamos com as coisas da vida. O sofrimento é de ordem mental e é preciso cuidado”, concluiu.

Após a explanação da psicóloga, muitos pacientes puderam testemunhar como o processo terapêutico ajudou a superar as dificuldades impostas pela doença, e como é possível viver de maneira harmoniosa e equilibrada.

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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