OSTEOPOROSE: Especialista orienta como manter em dia a saúde dos ossos

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A Osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que ocorre durante o envelhecimento. Essa doença provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Três em cada quatro pacientes são do sexo feminino. Ela afeta principalmente as mulheres que estão na fase pós-menopausa.

O especialista em Ortopedia, Traumatologia e fraturas em geral, Dr. Elton Andreolla, afirma que a doença não tem uma causa especifica e sim fatores predisponentes. “No caso da mulher, após a menopausa do climatério ela tem uma deficiência hormonal, e esta baixa de produção do hormônio feminino, predispõe a perda de massa óssea, ou seja, a perda da consistência do osso, e a mulher para de produzir e repor a massa óssea pois o hormônio nada mais é que um estimulante da produção de massa óssea na condução do cálcio do sangue para o osso”.

Os principais fatores de risco de desenvolvimento dessa doença são:

• Pele branca;

• Vida sedentária;

• Baixa ingestão de Cálcio e /ou vitamina D;

• Fumo ou bebida em excesso;

• Doenças de base, como artrite reumatoide, diabetes, leucemia, linfoma.

Os locais mais afetados por essa doença são a coluna, o pulso e o colo do fêmur, sendo este último o mais perigoso.

É considerada o segundo maior problema de saúde mundial, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.

O Dr. Elton Andreolla lembra que não há padrão para a causa da osteoporose. “Nenhuma pessoa tem osteoporose igual à outra. Algumas podem ser provocadas por um distúrbio de insuficiência renal, uma pessoa que faz diálise, um hipotireoidismo problemas no fígado, entre outros”.

SINTOMAS
Além das fraturas nos ossos e quedas, a perda de massa óssea pode provocar os seguintes sintomas:

  • Dor crônica;
  • Deformidades;
  • Perda de qualidade de vida e/ou desenvolvimento de outras doenças, como pneumonia;
  • Encolhimento;
  • Fraturas nas vértebras, provocando problemas gastrintestinais e respiratórios.

As fraturas de quadril podem levar à imobilização da paciente, e requerer cuidados médicos por longo prazo.

DIAGNÓSTICOS
Geralmente, é diagnosticada somente após a ocorrência da primeira queda, pois os sintomas não são perceptíveis. “São feitos vários exames laboratoriais para se ter um mapeamento do que possa estar causando. Em alguns casos não tem causa, outras são desenvolvidas a partir de doenças genéticas, estas por sua vez são muito raras”, explica Andreolla.

O principal método para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea. Esse exame mede a densidade mineral do osso da coluna lombar e no fêmur. O resultado divide-se em três classificações: normal, osteopenia e osteoporose.

PREVENÇÃO
A prevenção da osteoporose é feita adotando-se hábitos saudáveis ao longo da vida. É preciso redobrar a atenção após a menopausa, já que a queda dos níveis do hormônio estrógeno acelera o processo de perda de densidade óssea, demandando maiores cuidados para prevenir a doença.

O Dr. Elton ressalta que tomar sol é parte importante no processo de prevenção da doença. “Os fatores de prevenção são: exposição ao sol, porém, sem protetor solar, mas em horários onde a radiação ultravioleta não é tão intensa que não irá predispor outro problema que seria o câncer de pele”.

“No inverno antes das 08h00 e depois das 17h00, e no verão antes das 09h00 e depois das 18h00, e somente 20 minutos já basta. Isto faz com que a vitamina D seja estimulada e produzida em larga escala ao natural, dessa forma a pessoa não precisa repor essa vitamina, pois a radiação ultravioleta induz a produção dessa vitamina facilitando a entrada do cálcio do sangue para o osso. Já a produção do cálcio é via alimentação e em alguns casos específicos se houver necessidade”.

“Os exercícios físicos, alguns de impacto, ou seja, uma corrida uma caminhada mais intensa. A compactação (o impacto) isso faz com que fortaleça osso. Casos específicos são pessoas que não podem fazer estas atividades, quem apresenta desgaste nos joelhos uma lesão de menisco que não consegue correr um desgaste no quadril ou problema de coluna, cada caso é um caso e por isso precisa de uma orientação de um profissional”.

O especialista orienta que se deve dar atenção a prevenção, intensificando os cuidados a partir dos 30 anos pensando no futuro.

Dessa forma, é importante que as pessoas da terceira idade mantenham-se ativas, caminhando ao ar livre e repondo o cálcio através da alimentação e suplementos, quando indicado pelo médico.

TRATAMENTOS E CUIDADOS
Os tratamentos atuais para a osteoporose não revertem a perda óssea completamente. Como a osteoporose é frequentemente diagnosticada somente após a instalação da doença, considera-se que uma das melhores estratégias sejam as medidas preventivas que retardam ou evitam o desenvolvimento da doença.

Para isso, durante a juventude deve-se melhorar o pico de massa óssea, reduzir as perdas ao longo da vida e evitar as quedas. As principais indicações são:

Os cuidados na alimentação também podem fazer a diferença na prevenção da osteoporose. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante ingerir alimentos ricos em cálcio diariamente, numa quantidade de 1.000 a 1.300 mg por dia – o equivalente a cerca de três porções de leite e derivados. Por exemplo: um copo de leite (250mg de cálcio), um copo de iogurte (300mg) e uma fatia de queijo (300mg).

  • Uso de medicamentos com ingestão de cálcio e vitamina D;
  • Exposição moderada ao sol, para que ocorra a síntese da vitamina D;
  • Prática regular de exercícios físicos, como caminhada – que estimula a formação óssea e previne a reabsorção;
  • Terapia hormonal (para mulheres).

O Dr. Elton Andreolla atende na Clinica Medsin na Rua Colômbia, 203 ou pelo fone (49) 3563-6099.

Fonte: Radio Cacanjure

Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída. Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Sou Blogueira, motivada pelo diagnóstico da Artrite Reumatoide aos 26 anos, como profissional da enfermagem eu estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros e de repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída. Hoje sou “Patient Advocacy”, social media, graduanda do curso de jornalismo na FiamFaam, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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